Proposta dos diretores do Círio falta ser aprovada.
Rick Carvalho\Redação
| Foto: G1 Pará |
Como todos os anos a Festa da Chiquita acontece na Praça da República. Evento que ocorre desde 1978, de acordo com o Dossiê do Círio, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), chamado àquela época de “Festa da Maria Chiquita”. Desde do seu início, a festividade profana é organizada por gays, para comemorar o Círio, e para chamar atenção, já naquela época, para a comunidade dos “marginais”, como eram entendidos as pessoas que tinham relacionamento com mesmo sexo.
A festa já ocorre há 35 anos, não fazer parte da programação oficial, mas já faz parte do cronograma anual da festividade e tem status de programação cultural mais ampla no período nazareno. A muito tempo deixou de ser frequentada somente por membros da comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais e Travestis (LGBTT). Muitas famílias e turistas prestigiam o evento, mas infelizmente alguns marginais procuram cometer delitos.
A polêmica que está ocorrendo é que a festa pode ser realizada este ano no Portal da Amazônia, caso seja aprovada a proposta da direção da festividade apresentada na última quarta-feira (20).
Segundo a entrevista do cantor e produtor cultural Eloy Iglesias, organizador da Festa da Chiquita, ele ainda não foi comunicado oficialmente pela direção do Círio da possível mudança. E tomou conhecimento da possibilidade de mudança através da imprensa: “Não estamos sabendo de nada oficial. Trata-se de uma atitude política e arbitrária que objetiva acabar com a festa tirando ela do seu local de origem”, informou Eloy à reportagem do DOL.
Ainda de acordo com o cantor, a organização da Festa da Chiquita tomará medidas legais contra a mudança de local. “Entraremos com mandato de segurança no Ministério Público pra garantir a realização da festa na Praça da República. Temos ao nosso lado não só a comunidade LGBTT, como também os afros e quem trabalha com cultura em Belém. Uma mudança dessa tira o sentido da festa, é um absurdo”
De acordo com Klever Vieira, diretor de procissões do Círio “Não tem nada decidido e nem a diretoria tem esse poder de mudar a festa de lugar. O que fizemos foi sugerir baseado nos relatórios dos órgãos de segurança. Entre os lugares que foram sugeridos estão o Portal da Amazônia e a Praça do Carmo”, explica e ressalta que a diretoria não quer acabar com a festa.
Segundo ele um dos motivos da sugestão para que a festa da Chiquita mudasse de lugar. “Logo que passa a procissão, começa festa. Ainda tem muita gente no local. E ano passado um rapaz que estava trabalhando na cruz vermelha, foi baleado. Então ficamos preocupados de acontecer algo com um promesseiro, com um turista”.
Fonte: Diário Online




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